Plano de Intervenção

29/12/2011 19:07

 

PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA

 

INCLUINDO A DIFERENÇA

 

ESCOLA ESTADUAL DE FRANCISCO DUMONT

 

EQUIPE: JOELMA APARECIDA RODRIGUES

                   YARA MARIA CALIXTO

                   IVANETE DO AMPARO FONSECA

                   MARCELO ARAÚJO

                   CIRLENE CRISPIM SOIÉR

                   MÁRCIA ISABEL PRADO

                  IOLANDA CARLA LISBOA

                  WELTON JANDER PEREIRA

 

OBJETIVO GERAL:

  • Promover um trabalho coletivo e interdisciplinar que atenda de forma coletiva a diversidade escolar assegurando um ensino de qualidade.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

  • Inserir os alunos com NEE garantindo sua permanência na escola.
  • Infundir valores positivos no sistema escolar; respeito, solidariedade, cooperação, etc.
  • Proporcionar atividades diferenciadas para os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.
  • Atender os alunos de forma individualizada de acordo com as suas necessidades.

 

METAS:

  • Elaboração do PDI dos alunos.
  • Criação da sala de recursos com professor devidamente capacitado.
  • Trabalhar projetos que contemplem a parte diversificada dos PCNs.
  • Conscientizar a comunidade escolar sobre como as pessoas são diferentes e que mesmo as que apresentam NEE são capazes de se sobressaírem em qualquer área, desde que tenham oportunidade.
  • Buscar apoio das empresas locais para inserir alunos com NEE no mercado de trabalho.
  • Planejamento de aulas diversificadas, de forma coletiva e interdisciplinar, a fim de atender a individualidade e ritmo de aprendizagem do aluno.
  • Adquirir material pedagógico adequado a cada tipo de atividade.
  • Enturmação periódica dos alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.
  • Reorganização do PPP centrado nos 4 pilares da educação.

 

MARCO SITUACIONAL:

 

1. Como é a nossa escola?

 

A Escola Francisco Dumont se localiza na Rua Chico Ferreira, nº. 300, Centro, Francisco Dumont – minas Gerais. Foi construída em 1971 e é cercada por residências e alguns estabelecimentos comerciais (dois restaurantes e um hotel).

A referida escola oferece à comunidade os quatro últimos anos do ensino Fundamental e Ensino Médio, organizados em série e três turmas do PAV (Projeto Acelerar para Vencer), organizadas em períodos. Atende uma clientela em sua maioria carente proveniente de família de zona rural e urbana.

A escola funciona nos três turnos e conta com 40 funcionários, 19 turmas com 580 alunos, sendo que 05 alunos foram diagnosticados com necessidades educacionais especiais –NEE - ( 03 com deficiência auditiva, 01 com deficiência visual – baixa visão,e 01 portador de deficiência mental).

A escola busca oferecer uma educação básica voltada para o sucesso do indivíduo, suscitando nele o desejo de continuar a aprender sempre, aproveitando todas as oportunidades oferecidas pela vida. Tem como missão formar cidadãos críticos, conscientes de suas responsabilidades, direito e deveres, usando metodologias adequadas, transmitindo aos educandos, com entusiasmo, os conhecimentos básicos necessários, visando ensino e a redução dos índices de evasão.

            Levando em conta a importância do desempenho em sala de aula e a atender de forma adequada a diversidade, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada aluno, a escola busca orientar os professores, visando mudanças no ensino e na utilização de estratégias metodológicas através do apoio do serviço pedagógico.

            O corpo docente é formado em sua maioria por professores habilitados em licenciatura plena e maior pare destes são efetivos ou efetivados. A escola conta também com duas supervisoras efetivadas.

            Em relação à formação específica para trabalhar com alunos que apresentam NEE, há duas professoras que tem o curso de Braille e uma que fez o curso de Libras, porém nenhuma destas usa os conhecimentos que obtiveram nos cursos feitos, pois falta material didático e apoio pedagógico. Outros oito professores estão fazendo este curso ministrado pela Puc - Minas Virtual.

            Para apoiar os professores, a escola conta com uma biblioteca, que além de catalogar e promover empréstimos de livros; incentiva a leitura, promovendo concursos de produções artísticas e culturais. Além de livros literários, paradidáticos e revistas diversas, os professores têm ainda a sua disposição som, retroprojetor e vários jogos. A escola conta ainda com uma quadra poliesportiva para as atividades esportivas e culturais.

            Embora sendo uma escola inclusiva, esta não dispõe de adaptações arquitetônicas nem curriculares para atender os alunos portadores de NEE.

            Os professores procuram criar estratégias por conta própria, a fim de atender com qualidade esses alunos.

            Em relação às parcerias, muito se fala, principalmente a SRE e a SEE, porém fica apenas no papel, pois não se percebe nenhum trabalho efetivo por parte desses órgãos. As famílias muitas vezes são as principais desinteressadas na aprendizagem desses alunos, pois não participam da escola como deveriam.

            Há ainda uma grande resistência por parte da sociedade local em incentivar a educação desses jovens, uma vez que muitos acham que a pessoa deficiente não precisa de estudo, nem crescer na vida como cidadão.

 

2. O que precisamos fazer?

·         Reforma arquitetônica e curricular.

·         Capacitação de todos os profissionais que trabalham na escola ( do cantineiro ao diretor).

·         Sensibilização dos profissionais da escola quanto a necessidade de se capacitarem.

·         Reorganização do PPP.

 

3. Como vamos fazer?

·         Buscar apoio junto a SRE e SEE para capacitação dos profissionais e suporte didático e financeiro.

·         Buscar apoio da prefeitura através do serviço social.

·         Firmar parcerias com empresas locais

 

4. Do que dispomos para fazer?

·         Alguns profissionais capacitados e interessados em trabalhar com a diversidade.

·         Alguns computadores e livros diversificados.

 

MARCO CONCEITUAL

              

A Educação Inclusiva pressupõe uma nova maneira de entendermos as respostas educativas que se oferecem, com vistas a efetivação do trabalho na diversidade. Está baseado na defesa dos direitos humanos de acesso, ingresso e permanência com sucesso nas escolas de boa qualidade ( onde se aprende a ser, a fazer e a conviver) no direito da integração com os colegas e educadores, de apropriação e construção do conhecimento. O que implica necessariamente em previsão e provisão de recursos de toda a ordem. (CARVALHO, 2004, p.107)

 

                Isso implica obrigatoriamente que o acesso ao atendimento especial ao aluno deficiente deve ter início na educação infantil, na qual se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e desenvolvimento global do aluno.

            Em todas as etapas e modalidades da educação básica, o atendimento educacional especializado deve ser organizado para apoiar o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino.

            A educação inclusiva se apoia em uma visão ampliada do processo de ensino e de aprendizagem. Parte do princípio de que todos podem aprender e de que suas diferenças devem ser respeitadas e trabalhadas.

 

Proporcionar recursos necessários ao aluno com necessidades especiais permite que este tenha o melhor progresso acadêmico e que se desenvolva ao máximo em termos pessoais e sociais. (Revista Pátio XII nº. 48, Nov. 2008/Jan.2009)

 

                Hoje há muita discussão sobre a necessidade de flexibilizar o currículo para atender as diferentes populações que freqüentam a escola. Porém, muitas vezes a ideia de flexibilização se associa a simplificação e redução de exigências.

            É preciso introduzir mudanças na proposta curricular, tornando a individualização do ensino a melhor garantia para responder às necessidades dos alunos, é preciso promover a organização flexível dos alunos, diante de agrupamentos homogêneos. Devem ocorrer mudanças do tipo estrutural, e isso implica contemplar os meios pessoais que viabilizem o projeto educativo; é necessário contar com atitudes favoráveis nesse sentido, uma vez que a mudança de atitude dos professores só acontecerá por meio de uma formação adequada. Por isso, há necessidade da capacitação dos professores e mantê-los permanentemente atualizados.

 

Não se pode esquecer que a educação inclusiva, ao abranger os alunos com NEE, é uma conquista emancipatória que necessita de uma nova cultura. E esta cultura será construída no sentido de uma formação geral e específica dos futuros docentes e dos que já estão em exercício. (PARECER nº.04/2002 CNE )

 

            Não há uma formação capaz conferir a um professor um certificado de que ele saberá lidar com todas as situações que poderão surgir na sala de aula. É preciso que se aborde, nos cursos de capacitação ou aperfeiçoamento, uma mudança de postura frente às diferenças, mostrando que todos é parte integrante do sistema educacional.

            É preciso formar um novo tipo de educador. Professores que tenham um mínimo de preparo para trabalhar com crianças que apresentem deficiências e tenham algo a contribuir com o trabalho pedagógico desenvolvido no ensino regular.

            Ensinar um aluno com deficiência junto aos demais é o grande desafio da educação Inclusiva, por isso a capacitação de professores deve acontecer de forma contínua, incluindo troca de experiências e intercâmbio externo, bem como atividades capacitadoras na própria escola. É preciso que o professor tenha tempo para planejar, analisar e pesquisar sobre sua prática educativa.

            Nesse sentido é preciso estruturar a mudança da escola levando em conta o currículo, os processos avaliativos, os registros e os relatórios de aquisições acadêmicos dos alunos.

            O currículo pode ser entendido côo elemento simbólico que corporifica as intenções e representações da escola na produção de sua identidade cultural. Ele se constrói no interior das instituições escolares, nos acordos e conflitos diários.

            Currículo representa a introdução de uma forma particular de vida; ele serve, em parte, para preparar os estudantes para posições dominantes ou subordinadas na sociedade. O currículo favorece certas formas de conhecimento sobre outras e afirma os sonhos, desejos e valores.

            A educação inclusiva, entendida sob a dimensão curricular, significa que o aluno com NEE deve fazer parte da classe regular, aprendendo as mesmas coisas que os outros _ mesmo que de forma diferente _ cabendo ao professor fazer as adaptações necessárias.

            As adaptações curriculares são necessárias, para que todos os alunos tenham acesso aos conteúdos de forma igualitária.

            Um currículo inclusivo não pode prescindir da qualidade, sendo a avaliação um instrumento de alcance e manutenção da mesma.

            A avaliação deve ser entendida como elemento dinâmico que perpassa toda a efetivação do processo. Deve refletir sobre dois aspectos: avaliação da aprendizagem/rendimento escolar e avaliação do plano de trabalho da escola.

            A avaliação é parte do PPP apoiada em princípios e valores comprometidos com a aprendizagem de todos os alunos e com a transformação da realidade.

            É, pois uma atividade intenção, e como tal, não pode ser vista apenas como apêndice do processo ensino/aprendizagem. A ação avaliativa define formatos de trabalho diferenciado, sempre com a intenção de contribuir nas aprendizagens dos alunos. Para que esta sirva de aprendizagem é essencial conhecer cada aluno e suas necessidades. Assim o professor deve pensar em caminhos para que todos alcancem os objetivos. O importante não é identificar problemas de aprendizagem, mas necessidades.

            Uma escola que se propõe inclusiva necessita ter uma definição operacional do processo de avaliação escolar do aluno. A avaliação no currículo inclusivo deve ser flexível, porém objetiva.

            Segundo Gagliari1999, a avaliação é sempre uma atividade voltada para cada indivíduo de maneira específica, uma vez que cada um tem uma historia de vida diferente e apresenta uma realidade escolar peculiar.

            Nesse contexto Escola Inclusiva implica uma nova postura da escola comum, que propõe no projeto pedagógico, no currículo, na metodologia de ensino, na avaliação e na atitude dos educandos, ações que favorecem a integração social e sua opção por práticas heterogêneas. A escola capacita seu professor, prepara-se e adapta-se para oferecer educação de qualidade para todos, inclusive, para os educandos com NEE.

            Inclusão, portanto, significa dar ao professor e a escola o suporte necessário à sua ação pedagógica. E tem como objetivo promover mudanças nas escolas e no sistema educacional como um todo para responder uma ampla gama de necessidades, celebrando a diversidade de gênero, de raça e etnia, de linguagem, de origem, de nível de aquisição de aprendizagem ou deficiência.

 

MARCO OPERACIONAL

 

METAS

AÇÕES

TAREFAS

RESPON-SÁVEIS

INÍCIO

TÉRMI-NO

-Elaboração do PDI do aluno, com as informações relativas à vida escolar dos alunos até o 1º semestre de 2011.

-Trabalhar os

 conteúdos de acordo com a capacidade de cada aluno, respeitando seu ritmo de aprendizagem.

-Planejar aulas de forma coletiva e interdisciplinar.

-Providenciar material para as aulas.

 

Equipe de professores e especialistas

Início do 1º semestre de 2011.

Fim do 1º semestre de 2011.

-Criação da sala de recursos com professor devidamente capacitado

-Atender aos alunos com NEE e auxiliar os professores da sala de aula comum.

-Buscar apoio junto a SRE para criação da sala de recursos.

-Preparar material adequado a cada tipo de atividade.

Equipe de professores, especialistas diretor, vice-diretor e inspetora.

Março de 2011

Dezembro de 2011

-Diminuir o preconceito em relação aos alunos com NEE.

-Elaboração de projetos que contemplem a pare diversificada dos PCNs.

-Promover palestras e seminários que tenham como tema a inclusão e respeito à diferença.

-Incentivar os alunos.

-Convidar a comunidade local para participarem dos projetos, seminários e palestras.

-Definir datas e horários no calendário escolar.

-Planejar as atividades.

-Providenciar material de consumo.

 

Todos os funcionários da escola.

Agosto de 2011.

Dezembro de 2011.

-Inserção de alguns alunos no mercado de trabalho.

-Preparar os alunos para inserção no mercado de trabalho através de cursos profissionalizan-tes.

-Buscar apoio junto a SRE e SEE para ministrar os cursos.

-Incentivar os alunos a estudar.

-Buscar apoio junto às empresas locais.

Equipe de professores, especialistas, diretor, vice-diretor e inspetora.

Fevereiro de 2011.

Dezembro de 2011.

-Inclusão de todos os alunos com NEE, até o fim do ano letivo, favorecendo o desenvolvimento de competências, atitudes e habilidades necessárias ao pleno desenvolvimento da cidadania.

-Enturmação periódica dos alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.

-Atendimento de forma individualizada.  -Adaptar o currículo e a metodologia para que a prática seja inclusiva e significativa para todos.

-Planejar aulas diversificadas.

-Buscar apoio junto às famílias.

-Incentivar os profissionais e familiares a participarem de cursos de capacitação em inclusão escolar.

-Promover adaptações curriculares.

 

Equipe de professores, especialistas diretor e vice-diretor.

Início do 1º semestre de 2011.

Fim do 1º semestre de 2011.