ONDE HÁ AMOR

15/02/2012 23:31

O Anel
    Em um pequeno vilarejo, vivia um velho sábio que era o conselheiro da região. Certa manhã um antigo discípulo o procurou para ouvir seus conselhos: _ Mestre, dizem que eu não sirvo para nada, que sou lerdo e idiota. Como posso fazer para que me valoizem mais?
    O velho sem olhá-lo, disse: _ Sinto muito, mas não posso ajudá-lo agora, tenho muitos problemas, talvez, se você me ajudar a resolvê-los, sobre tempo para solucionar o seu.
    Apesar de se sentir novamente usado e desvalorizado concordou em ajudar o velho. Esse tirou, então, um anel de seu dedo e pediu ao rapaz que levasse ao mercado e vendesse pelo maior preço possível, mas que não aceitasse menos que uma moeda de ouro.
    Atendendo ao pedido do velho, o rapaz seguiu para o  mercado o mais rápido que pode. Chegando lá, ofereceu o anel a todos que encontrou. alguns se interessavam, mas, quando ele dizia o preço, todos riam e diziam que ele não conseguiria vendê-lo por aquele absurdo.
    Abatido, diante da dificuldade de encontrar um comprador, o rapaz desejou ter uma moeda de ouro para comprar o anel e assim poder ouvir os conselhos do sábio. Voltou, então à casa dele e disse que seria impossível conseguir vender o anel por mais que duas ou três moedas de prata.
    Ao ouvir isso, o sábio disse ao rapaz: _ Vá ao joalheiro e pergunte quanto ele pode pagar pelo anel, mas não o venda para ele. O rapaz fez como ele pediu.
    Depois de examinar o anel, o joalheiro disse que podia pagar por ele 58 moedas de ouro. Espantado, o rapaz exclamou: _ 58 moedas de ouro! O joalheiro retrucou: _ Eu sei que vale mais, mas é só isso que eu posso pagar. O rapaz correu para contar ao sábio.
    Depois de ouvi-lo calmamente, o velho disse ao rapaz: _ Você é como este anel, uma joia valiosa e única que só pode ser avaliada por um "expert". Todos somos como esse anel e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!
"NINGUÉM PODE FAZÊ-LO SENTIR-SE INFERIOR SEM O SEU CONSENTIMENTO."
                                         (Mário Célio)